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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sem homens fortes

Vera Magalhães

Em sua coluna desta quinta-feira no Estadão, William Waack aborda mais uma aparente semelhança entre Jair Bolsonaro e Donald Trump, mas que de novo, pelas diferenças entre as situações econômica e política de Brasil e Estados Unidos, não têm paralelo possível. Os dois presidentes, anota o colunista, não gostam de homens fortes em seus governos e já demitiram alguns que ascenderam ao posto com essas características, mas ousaram divergir.

Presidente americano Donald Trump dá aperto de mão com o presidente da República Jair Bolsonaro

Foto: Susan Walsh/AP

Waack, no entanto, observa que Bolsonaro terá dificuldade se tentar aplicar a regra da eliminação dos homens fortes a Paulo Guedes e Sérgio Moro, dois ex-superministros que já sofreram pequenos desgastes, mas ainda detêm a responsabilidade por áreas-chaves do governo. “O demitido John Bolton consegue no máximo criticar o “fracoide” Trump em programas de televisão. Talvez lhe tire alguns votos nas eleições do ano que vem. Guedes, Moro e os generais são de enorme relevância pela natureza das tarefas que detêm. Bolsonaro talvez resista à tentação de copiar Trump e achar que pode perfeitamente viver sem nenhum deles.”