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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘A revolução de mercado no Brasil’

Equipe BR Político

Em artigo publicado no jornal americano Wall Street Journal no domingo, 29, a colunista e editora Mary Anastasia O’Grady analisa o que classifica como “revolução do mercado” no Brasil. Segundo a colunista, o País começa a dar sinais de um horizonte “mais claro”, após quase três anos de recessão. Ela cita a queda na inflação, o otimismo do mercado e maiores projeções de crescimento. Esse cenário, escreve, “ganhou impulso desde a posse do presidente Jair Bolsonaro em janeiro”.

Jair Bolsonaro, presidente da República, na Assembleia-Geral da ONU

Jair Bolsonaro, presidente da República, na Assembleia-Geral da ONU. Foto: Ludovic Marin/AFP

Como exemplo da “revolução de mercado”, a colunista cita as mudanças em curso no BNDES. O’Grady relata uma entrevista com o presidente do banco, Gustavo Montezano, na qual o economista promete “menos empréstimos e mais investimentos”. Segundo ela, Montezano afirmou que a estatal irá parar com a prática de subsidiar empréstimos, e que passará a ter como foco facilitar o fluxo de capital privado para projetos de infraestrutura voltados ao desenvolvimento. “Idealmente, não deveríamos usar nosso capital. Se há um banco privado para financiar um projeto, devíamos nos afastar”, disse o economista.

O texto também menciona o discurso de Bolsonaro na ONU, descrito como um “desafio à ortodoxia da ONU”. A colunista – que se refere à ativista sueca Greta Thunberg como “uma adolescente privilegiada” – diz que o discurso mostrou porquê o atual presidente foi eleito. “Bolsonaro se recusa a se curvar aos ‘deuses verdes’ e à polícia de pensamento internacional, e por isso é condenado”, escreve.

Não é o primeiro texto que a colunista escreve elogiando a postura de Bolsonaro. Após a vitória eleitoral do presidente em 2018, O’Grady escreveu um artigo afirmando que a vitória de Bolsonaro era uma “oportunidade única de promover a liberdade e a prosperidade na maior economia da América do Sul”. Em março, ela esteve presente em um jantar do presidente brasileiro na residência do embaixador do Brasil em Washington, EUA, ao lado de nomes como Olavo de Carvalho e Steve Bannon, ex-estrategista da campanha do presidente norte-americano, Donald Trump.