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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Janaina: ‘Nunca imaginei testemunhar o presidente acusando a polícia de execução’

Marcelo de Moraes

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) não escondeu sua surpresa pelo tom do embate entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores por conta da morte do miliciano Adriano da Nóbrega. Nas redes sociais, a deputada constatou uma espécie de inversão de discursos.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

“Esse país surpreende todo dia. Nunca imaginei testemunhar o presidente acusando a Polícia de execução e um grupo de governadores (muitos esquerdistas) sustentando que a Polícia agiu no estrito cumprimento do dever legal!”, escreveu Janaina.

No dia anterior, a deputada já tinha entrado em polêmica com os seguidores do presidente, incluindo o deputado Eduardo Bolsonaro, ao dizer que não era e jamais tinha sido bolsonarista. Isto já tinha sido uma reação aos ataques que vem sofrendo dos bolsonaristas, que a acusam de ter pego carona eleitoral no presidente e agora o trair.

Apesar disso, Janaina não titubeou ao questionar a mudança de discurso adotada por Bolsonaro no caso do miliciano morto na Bahia por, supostamente, ter resistido à prisão. E, de quebra, criticou também os governadores de oposição pela mesma contradição.

“Mas não era o Presidente que queria estender as excludentes? E não eram os esquerdistas que acusavam a “legalização da matança”? Hum…”, escreveu.

Em relação ao caso específico do miliciano, Janaina pediu cautela e maiores investigações para se saber como de fato se deu a sua morte.

“De todo modo, na dúvida, melhor não permitir cremar o corpo do falecido Adriano e constituir uma comissão mista para investigar o crime (Polícias locais, Polícia Federal, MPE e MPF)”, defendeu.