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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Janot sobre vazamentos: ‘Que não é comum, não é’

Equipe BR Político

Na avaliação do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot, as supostas mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro, atual ministros a Justiça e Segurança Pública, e o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Lava Jato em Curitiba, não são conversas comuns neste tipo de relação. No entanto, elas não são motivo para anular a condenação do ex-presidente Lula no caso do tríplex, porque a sentença de Moro já foi confirmada em outras instâncias. “A essa altura, eu não acho que o processo, especificamente o do Lula, que já passou por mais de uma instância, que você possa dizer que houve a contaminação por parcialidade. Agora, que não é comum, não é”, afirmou em entrevista ao Valor.

Janot também foi alvo de hackers. Em abril, pouco antes de se aposentar, ele anunciou que teve o celular invadido. No dia 5 de junho, houve uma nova tentativa. Mas o ex-procurador diz não temer que mensagens suas sejam alvo de eventuais vazamentos. “Estou tranquilíssimo. Se divulgarem alguma mensagem minha, o que vai ficar chato é a linguagem”, disse. Isso porque, segundo ele, os diálogos que ele tinha com a sua equipe eram recheados de palavrões. “Porque a gente se irrita quando vê bandalheira. Esse tipo de conversa pesada, crítica, isso tem muito. Mas nada de acertos, nada disso. Não havia nem espaço. Tem muita linguagem pesada, muita crítica ácida, muito palavrão. Órgão de controle quando se refere a bandido, usa a linguagem do próprio bandido”, disse.