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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Jesuítas contra substituir Paulo Freire por Anchieta

Equipe BR Político

Em nota divulgada no último dia 25 de maio, o Santuário Nacional São José de Anchieta se diz preocupado com a existência do PL 3033/2019, de autoria do deputado Carlos Jordy (PSL-RJ), que declara o jesuíta como patrono da educação brasileira. A instituição afirmou que não pode aceitar o legado do santo católico sendo “instrumentalizado para fins meramente ideológicos” e ainda ressalta a importância de Paulo Freire para o Brasil e para o mundo. O projeto foi anexado ao PL 1930/2019, de autoria do deputado Heitor Freire (PSL-CE), que pede a revogação da lei de 2012 que torna o educador brasileiro como patrono nacional da educação. O projeto aguarda parecer do relator na Comissão de Cultura da Câmara.

O educador brasileiro tem sido alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados, que atribuem os baixos índices de avaliação da educação do País ao método desenvolvido pelo educador. Recentemente o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que “o único lugar do mundo que segue Paulo Freire é o Brasil”. A declaração foi contestada pela oposição, que diz que Freire é motivo de estudos em Harvard. Além disso, o livro de Paulo Freire “Pedagogia do Oprimido” é o único título brasileiro a aparecer na lista dos 100 mais pedidos pelas universidades de língua inglesa consideradas pelo projeto Open Syllabus.