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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Jorginho’ está com tudo

Vera Magalhães

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Um tuíte do deputado Eduardo Bolsonaro, que acompanhava o pai na viagem à Índia, jogou luz no fim de semana para a força que o titular da Secretaria Geral da Presidência e da Subsecretaria de Assuntos Jurídicos, Jorge Oliveira, conquistou no governo e junto ao clã Bolsonaro.

Eduardo no mesmo post demonstrou, de novo, o incômodo da família com Sergio Moro, ao classificar o ministro como o “preferido” da imprensa para o STF, e destacou o fato de que Oliveira é muito mais leal, característica mais importante para os critérios bolsonaristas.

Diante da óbvia leitura feita pela imprensa, e primeiro aqui no BRP, no próprio sábado, do lobby pró-Oliveira no STF, o filho do presidente saiu negando o intento e, de novo, atacando os jornalistas. Isso porque o surgimento de Oliveira no páreo para a vaga de Celso de Mello no Supremo tem potencial de causar mais cizânia no governo, uma vez que, além de Moro, disputa a vaga o advogado-geral da União, André Mendonça, que preenche o critério de ser “terrivelmente evangélico”.

Mas, se queria ajudar, Eduardo Bolsonaro acabou atrapalhando seu ex-assessor. Isso porque, diante do “lançamento” de Oliveira para o STF, ficou mais óbvia a razão de ele ter tomado parte na tentativa de puxar o tapete de Moro, retirando de sua pasta a Segurança Pública. O ministro deu entrevista à GloboNews admitindo que a proposta estava em estudo, antes de Bolsonaro recuar dela diante da péssima repercussão.

Não é só para o STF que Oliveira, chamado de “Jorginho” pelos filhos do presidente, virou o preferido da família. Suas opiniões hoje são levadas mais em conta que a dos demais ministros palacianos, e Bolsonaro o consulta sobre temas de todas as áreas da administração.