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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Jornal desmente depoente da CPMI das fake news

Equipe BR Político

Reportagem publicada pela Folha com áudios e prints de conversas entre a repórter Patricia Campos Mello e Hans River, ex-funcionário de uma empresa especializada em disparos em massa de WhatsApp que depôs nesta terça-feira na CPMI das fake news, desmente as acusações feitas por ele no depoimento.

Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

River, que foi fonte de algumas das reportagens do jornal, fornecendo planilhas de clientes da Yacows, disse à CPMI que não tinha colaborado com a reportagem e insinuou que a repórter tentou seduzi-lo para obter informações. Os documentos divulgados pela Folha a partir de conversas guardadas pela repórter, no entanto, comprovam o contrário: ele agindo para implicar a empresa da qual foi demitido em irregularidades e se insinuando (e sendo ignorado ou rechaçado) para a jornalista.

Mentir a uma Comissão Parlamentar de Inquérito é crime. O jornal e a repórter anunciam que vão processar não apenas o depoente, mas aqueles que disseminaram seu falso testemunho. Um deles foi o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), que foi à tribuna da Câmara e às redes sociais dizer que não duvidava que Patricia Campos Mello tivesse tentado obter informações por meio de relações sexuais com a fonte.

O caso provocou forte reação de jornalistas, advogados, políticos não bolsonaristas e personalidades atuantes nas redes sociais, que apontaram mais um episódio de tentativa de destruição de reputação dos críticos ao governo por meio de fake news. Jornalistas mulheres assinaram um manifesto em repúdio ao expediente e em solidariedade a Patricia.