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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Jovens e idosos são menos endividados, mostra pesquisa

Vera Magalhães

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Os mais jovens e os mais idosos são os grupos da população com menos dívidas. Entre os brasileiros de 16 a 24 anos e com mais de 60 anos, 35% estão endividados. O percentual sobe para 53%, quase 20 pontos percentuais a mais, na faixa etária de 25 a 40 anos. É o que mostra pesquisa feita pelo instituto FSB Pesquisa para a CNI (Confederação Nacional da Indústria) tentando projetar o que vai acontecer com o consumo dos brasileiros após a pandemia.

Entre os brasileiros de 16 a 24 anos e com mais de 60 anos, 35% estão endividados

Entre os brasileiros de 16 a 24 anos e com mais de 60 anos, 35% estão endividados Foto: Getty Images

Apesar de estarem entre os que menos contraem dívidas, jovens são também os que mais têm dificuldades na gestão dos pagamentos. A maioria deles (57%) não tem conseguido arcar com os compromissos e atrasou alguma parcela de algum débito. Entre os mais idosos, esse percentual despenca para 31%.

Quanto maior o nível de escolaridade e a faixa de renda, mais endividado o brasileiro está. Apenas um em cada três pessoas que só têm até a quarta série do ensino fundamental possui dívidas. Já entre aqueles que completaram o ensino superior, mais da metade (52%) estão devendo. O percentual de endividados também cresce com o valor da renda. Quase metade (49%) das pessoas que recebem mais de cinco salários mínimos têm alguma parcela a pagar. O índice cai dez pontos percentuais entre aqueles que recebem até um salário mínimo.

Os pesquisadores entrevistaram 2.009 brasileiros a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais com uma amostra é controlada a partir de quotas de sexo, idade, região e tipo de telefonia (fixa e móvel).

A pesquisa FSB/CNI também mediu dados como apoio ao isolamento social, à reabertura da economia e o tanto que as pessoas estão deixando a quarentena à medida que as atividades comerciais e outras voltam a funcionar.

Entre as atividades que as pessoas dizem pretender retomar, as últimas são cinema, teatro e shows. Escolas e academia de ginástica vêm só um pouco antes.

O apoio ao isolamento segue alto, mas reduziu em relação ao levantamento anterior, de maio, bem como o percentual dos que afirmam que estão isolados a maior parte do tempo. Veja o levantamento completo aqui.

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