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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Juiz manda soltar brigadistas presos em Alter do Chão

Equipe BR Político

O juiz titular da 1ª Vara Criminal de Santarém (PA), Alexandre Rizzi, determinou nesta quinta-feira, 28, que os quatro integrantes da ONG Brigada Alter do Chão, presos preventivamente nesta semana, sejam libertados. Segundo as informações do G1, os advogados dos brigadistas irão acompanhar a entrega dos alvarás de soltura à casa penal onde os quatro estão detidos.

Área queimada em Alter do Chão Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Também nesta quinta-feira, 28, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), trocou o comando do inquérito responsável pela prisão preventiva dos quatro voluntários. Eles são suspeitos de serem responsáveis por incêndios criminosos no município de Santarém, que ocorreram no mês de setembro. Quem assumirá a investigação do caso, agora, será o diretor da Delegacia Especializada em Meio Ambiente, delegado Waldir Freire Cardoso.

A Polícia Civil do Pará prendeu os brigadistas na operação “Fogo Sairé”. A suspeita é de que os voluntários teriam começado o incêndio para depois se beneficiar da doação de recursos destinados ao combate às chamas. Como informa o Estadão, a operação tem como uma das principais provas uma conversa que envolve um diretor de uma ONG, mas nenhum elemento ligado a perícia, testemunhas ou imagens conclusivas foi apresentado.

“O caso requer atenção, requer toda a transparência necessária. Ninguém está acima da lei, mas ao mesmo tempo também, ninguém pode ser vítima de pré-julgamento ou ter o seu direito à defesa cerceado. Minha preocupação é com a Amazônia”, disse o governador.

As prisões ocorrem em um contexto em que as organizações não governamentais são vistas como inimigas pelo governo federal. Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro insinuou que ONGs estariam por trás do aumento nas queimadas na Amazônia detectado pelo Inpe. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também insinuou que o Greenpeace, organização que atua na área de proteção ambiental, estaria por trás do derramamento de óleo que atinge o litoral brasileiro desde 30 de agosto.

 

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