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por Marcelo de Moraes

Julgamento do STF sobre ‘bullying homofóbico’ nas escola vira alvo nas redes

Gustavo Zucchi

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A “nova direita” brasileira está mais uma vez voltando seus olhares ao Supremo Tribunal Federal. O assunto favorito da turma nos últimos dias foi sobre o julgamento marcado para o dia 11 de novembro de Ação Direta de Inconstitucionalidade que trata de bullying homofóbico nas escolas. Na visão da trupe, o pedido do PSOL para que o STF reconheça o dever constitucional de colégios públicos e particulares de prevenir e coibir discriminações de gênero seria “instituir a obrigatoriedade da ideologia de gênero” no Brasil.

A bateção de bumbo, inclusive, atingiu parlamentares próximos de Jair Bolsonaro e que não perdem tempo ao verem uma pauta ideológica. Nomes como General Girão (PSL-RN), Daniel Freitas, Caroline De Toni (ambos do PSL-SC) e Daniel Freitas (PSL-RJ) estão nas redes acusando o PSOL de tentar impor o ensino da ideologia de gênero nas escolas brasileiras.

“Tudo na vida tem limite. Mas, para os Endeusados Min do STF, nunca! Agora, o ministro [Edson] Fachin aceita uma ADI 5668, do partido nanico chamado PSOL, que pretende OBRIGAR o ensino da Ideologia de Gênero para as crianças. Isso já foi vetado no Congresso. A regra é clara: STF não legisla”, escreveu Girão.

Quem também se manifestou, de forma mais equilibrada, foi a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em nota assinada pelo presidente da entidade, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, a CNBB diz ver preocupação a possibilidade de que a ADI  “gere um instrumento ainda mais discriminatório”. “Manter o Plano Nacional de Educação, já aprovado democraticamente nas suas instâncias e com o texto adequado para o respeito a TODOS é sinal da nossa capacidade de viver em plena harmonia, em meio à diversidade.”

“É preciso que a sociedade em geral e as escolas em particular respeitem essas crianças e adolescentes que não se enquadram na heterossexualidade cisgênera. Ou seja, as crianças e adolescentes que não sentem atração por pessoas do gênero oposto (‘não-heterossexuais’) e que se identificam com o gênero socialmente atribuído a si em razão de sua genitália (‘não-cisgeneridade’). Aqui entra o papel do professor”, afirma o PSOL na ADI.

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