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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Justiça abre ação contra Skaf por propina da Odebrecht em 2014

Equipe BR Político

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A Justiça aceitou uma denúncia contra o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB), pelo recebimento de R$ 5,1 milhões em propinas e caixa 2 da Odebrecht, durante a campanha eleitoral de 2014 ao governo paulista nesta quinta-feira, 21. O juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, considerou que há indícios suficientes de materialidade e autoria com relação à falsidade ideológica eleitoral, à corrupção passiva e à lavagem de dinheiro na investigação para autorizar o início da ação penal. 

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf Foto: Nilton Fukuda/Estadão

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral e conta com a delação de Marcelo Odebrecht e conversas entre agentes da Transnacional, responsável pela entrega do dinheiro, e também do doleiro Álvaro Novis. O caso atinge também o marqueteiro de campanhas Duda Mendonça, seu filho, Alexandre Mendonça, Paulo Luciano Tenuto Rossi, o “Palu”, além do doleiro Álvaro José Novis, o presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e três ex-executivos ligados à construtora. As evidências envolvem mensagens internas em que os funcionários da corretora e da transportadora conversavam sobre senhas, datas, endereços, codinomes, nomes dos intermediários da propina e seus celulares telefones. Os pagamentos a Skaf, segundo a empreiteira, teriam sido feitos sob os codinomes “Kibe” e “Tabule”. 

Quando a denúncia foi apresentada à Justiça, a defesa de Skaf divulgou uma nota em resposta: “A defesa de Paulo Skaf afirma que não tem qualquer conhecimento ou informação acerca de denúncia ou acusação oferecida contra Paulo Skaf ou qualquer pessoa que integrou sua campanha. Todas as doações recebidas pela campanha de Skaf ao governo de São Paulo em 2014 estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo de mérito. Paulo Skaf reitera que ele nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas”, diz o texto.