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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Justiça determina desativação de barragem com risco de rompimento

Equipe BR Político

A Justiça determinou que a mineradora Serra Grande, braço de uma das maiores produtoras de ouro no mundo, desative completamente uma barragem de rejeitos em Crixás, no norte de Goiás, por risco de rompimento assim como ocorreu nas barragens de Mariana e Brumadinho (MG). A Serra Grande pertence à empresa sul-africana Anglogold Ashanti, responsável por cerca de 10% do ouro produzido no mundo. A ação do Ministério Público que deu origem à decisão da Justiça goiana considerou o método de construção da barragem “obsoleto”. 

Local da queda da Barragem da Vale, em Brumadinho

Local da queda da Barragem da Vale, em Brumadinho, um ano depois Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O MP citou, entre as 19 irregularidades apontadas, o risco de problemas à saúde da população, uma vez que o plano de emergência prevê contingenciamento para doenças em reservatórios de água e não em barragens de rejeitos, ignorando “reações químicas pertinentes à natureza dos resíduos armazenados em sua estrutura de contenção”. A barragem fica a pouco mais de 1 km do centro da cidade. 

A decisão pede a desativação completa até o dia 15 de setembro de 2021. A multa diária pelo descumprimento pode chegar a R$ 500 mil. Em nota enviada à emissora local TV Anhanguera, a dona da mineradora, Anglogold Ashanti, informou que irá paralisar as atividades na barragem até o prazo estipulado pela Justiça.

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