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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Justiça pede sequestro de imóveis e bloqueio de R$ 11,3 mi de Alckmin

Equipe BR Político

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Após virar réu nas investigações da chamada Lava Jato Eleitoral por caixa 2, a Justiça Eleitoral de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 11,3 milhões do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) a pedido da Polícia Federal. O juiz Marco Antonio Martin Vargas também determinou o sequestro de imóveis adquiridos pelo tucano até 1º de janeiro de 2010. De acordo com a Ministério Público Eleitoral, o ex-governador recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha estadual em 2010 e R$ 9,3 milhões quando disputou a reeleição, em 2014.

O ex-governador Geraldo Alckmin

O ex-governador Geraldo Alckmin Foto: Felipe Rau/Estadão

A decisão do magistrado inclui o sequestro de imóveis e bloqueio também de R$ 9,3 milhões de Marcos Antônio Monteiro, tesoureiro da campanha do ex-governador em 2014, e do ex-assessor da Secretaria de Planejamento da gestão Alckmin, Sebastião Eduardo Alves de Castro. A defesa de Alckmin tem afirmado que as conclusões das investigações são “infundadas e não encontravam suporte nos fatos”.

Novo PSDB

O PSDB, que adota o slogan de “novo PSDB”, em decorrência da influência do governador João Doria dentro do partido, não pretende punir o ex-governador numa espécie de “faxina ética”, termo utilizado no passado por Doria após o PSDB paulista ter pedido a expulsão do deputado Aécio Neves (MG) quando o mineiro virou réu no caso da JBS. Conforme afirmou o presidente Bruno Araújo (PE) ao Estadão, “assistir Geraldo Alckmin ser denunciado por corrupção é um sinal perigoso e de desalento daqueles que querem fazer vida pública. Há um conceito muito consistente da honradez de Geraldo Alckmin na relação com dinheiro público”.

A retórica inclui ainda a avaliação de que é preciso “olhar para frente”. “Política não é equação matemática. São muitas variáveis que se postam de forma diferente no tempo e no espaço. Há uma avaliação interna, mas nossa decisão é de olhar para frente. Todos esses casos estão se processando nas instituições próprias da República”, alegou Araújo.

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