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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Kassio Marques admite que turbinou currículo

Equipe BR Político

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O indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal, Kassio Marques reconheceu, na terça-feira, 6, ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que não fez um curso de pós-graduação na Universidad de La Coruña, na Espanha. Como adiantado pelo Estadão/Broadcast, a universidade não reconhece o curso informado pelo magistrado e destacou que ele foi aluno apenas de um curso com duração de quatro dias, em 2014.

O desembargador do TRF-1, Kassio Marques, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal Foto: Dida Sampaio/Estadão

Na justificativa de Marques, o “erro” ocorreu por um problema na tradução da informação. O curso rápido feito seis anos atrás seria, segundo Marques, um “postgrado”, o que ele diz ser um tipo de especialização sem paralelo com a pós-graduação nos moldes brasileiros.

“No entender dele é uma compreensão que não é correta, de ser pós-graduação. O que ele disse e está realmente no currículo dele é que ele fez um ‘postgrado’, em espanhol. É um curso que não é pós-graduação, na argumentação dele”, disse Randolfe, após o encontro com o desembargador.

Ao Estadão, a Universidad de La Coruña afirmou que não realizou o curso citado: “Informamos de que a Universidade da Coruña non impartíu ningún curso de postgrado coa denominación de Postgrado en Contratación Pública (Informamos que a Universidade da Coruña não ministrou nenhum curso de pós-graduação com o nome de Pós-Graduação em Contratos Públicos)”.

Planalto minimiza

Horas mais tarde, interlocutores de Bolsonaro minimizaram o erro no CV do desembargador. Eles disseram que Marques não foi escolhido por ter ou não esse curso no currículo. Um deles chegou mesmo a afirmar que o presidente não indicou o desembargador por esse “predicado”.