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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Levy: um ‘plano B’ liberal?

Vera Magalhães

O que é maior? Ser diretor financeiro do Banco Mundial ou presidente do BNDES? Na opinião de ex-auxiliares de Joaquim Levy e de economistas que conhecem o ex-ministro da Fazenda, só uma justificativa explica ele considerar que é o segundo: a perspectiva e ficar na fila para voltar ao comando da economia e “consertá-la”, algo que ele achava que passaria para a história tendo feito no governo Dilma Rousseff e em que não obteve sucesso.

Levy seria um “plano B liberal” para Jair Bolsonaro, algo que não havia no radar. A percepção do mercado era a de que, se Paulo Guedes caísse ou se inviabilizasse, haveria risco à propensão liberalizante do governo. “Levy é um seguro liberal para o Bolsonaro. Só não sei se o Guedes se deu conta disso”, diz um conhecido de ambos. Para outro, Levy “será para Guedes o que Delfim Netto foi para Mário Henrique Simonsen em 1979”: uma sombra. “Constantemente olhando por cima dos seus ombros”, completa o observador. / Vera Magalhães