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por Marcelo de Moraes

Líder do Novo defende vacina privada: ‘Não é furar fila’

Equipe BR Político

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Em meio à tentativa da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) de que clínicas particulares do Brasil importem cinco milhões de doses da vacina Covaxin, feita pelo laboratório indiano Bharat Biotech, o líder do partido Novo na Câmara, deputado Paulo Ganim (RJ), defendeu que tal ação não seria “furar a fila” do SUS, mas sim “criar uma nova” para “desafogar a principal”.

O líder do Novo na Câmara, Paulo Ganime (RJ)

O líder do Novo na Câmara, Paulo Ganime (RJ) Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

“Eu tb acharia errado se alguém pudesse pagar R$ 200 p furar fila e ter prioridade de vacinação na rede pública ou se isso tirasse vacinas q iriam p a rede pública. Mas se vai vir de uma fonte diferente, não é furar fila, é criar uma fila nova q vai a desafogar a fila principal”, escreveu o Ganim no Twitter.

Diante dessa mobilização das clínicas particulares, o Ministério da Saúde afirmou ontem,  por meio de nota, que a rede privada também deve seguir a ordem de vacinação de grupos prioritários prevista no plano nacional de imunização. O temor é de que o setor privado explore o mercado com preços exorbitantes antes mesmo de o sistema público de saúde oferecer o medicamento à população de forma gratuita e ampla.

Ontem, representantes das clínicas particulares brasileiras viajaram até a Índia para visitar o laboratório e seguir com a tentativa de compra da Covaxin, que está na fase 3 de testes na Índia, etapa em que a eficácia é verificada.