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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Líderes dizem que Teich ‘não deixará saudades’

Gustavo Zucchi

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A saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde gerou bem menos comoção entre alguns dos principais parlamentares do Congresso do que foi com Henrique Mandetta. Mesmo entre críticas a condução da crise por parte de Jair Bolsonaro, a avaliação é que Teich deixa a pasta, mas não saudades.  “Parte sem deixar saudades”, disse o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho. “A impressão é de que Teich nunca assumiu realmente”, afirmou.

Saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde gerou bem menos comoção entre alguns dos principais parlamentares do Congresso do que foi com Henrique Mandetta

Saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde gerou bem menos comoção entre alguns dos principais parlamentares do Congresso do que foi com Henrique Mandetta Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Entre a ala do Centrão mais próxima a Bolsonaro, a saída do ministro também não foi lamentada. “Saiu quem não tinha entrado”, disse ao Estadão o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que também criticou o presidente da República. “Duvido que alguém consiga fazer o presidente aprender com a ciência e perceber que reduzir o isolamento social é colocar mais brasileiros na fila de espera por uma vaga na UTI. O Brasil precisa de liderança, mas vai ser difícil encontrar um ministro que seja capaz de lidar, ao mesmo tempo, com a crise sanitária e com os impulsos de Jair Bolsonaro.”

Elogios pela postura de Teich diante de Bolsonaro vieram do deputado Marcelo Ramos (PL-AM). “Diante das imposições do presidente, só topará ser ministro da saúde quem não tiver compromisso com a ciência e nem com medicina. O pedido de demissão do ministro demonstrou que ele tem”, disse. Já Léo Moraes (RO), líder do Podemos na Câmara, é “preocupante” uma nova troca de ministro sem a apresentação de um plano consistente do governo federal sobre o coronavírus. “É preocupante para o país, no momento que o coronavírus parece atingir o pico de transmissão, que tenhamos mais uma vez mudança no comando do Ministério da Saúde, mudanças de política e de protocolos de trabalho, que precisam de tempo para apresentar resultados. “