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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Lira cada vez mais assume função de ‘líder informal’ do governo

Gustavo Zucchi

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Com a aproximação do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão, o líder do PP, Arthur Lira (AL), assume cada vez mais a função de comandar “informalmente” o governo na Casa Legislativa. E com isso, aparece em um papel de “antagonista” ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na última semana, Lira já havia tentando levar a votação a MP da Regularização Fundiária, que acabou caducando e virando um projeto de lei.

O deputado Arthur Lira

O deputado Arthur Lira Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Nesta quarta-feira, 20, o parlamentar novamente entrou em ação no plenário para defender os interesses do governo. Agora, ele defendeu que a urgência para o projeto que adiava o Enem saísse da pauta. Maia, inicialmente, propôs esperar uma manifestação oficial de Bolsonaro. “O ministro, desculpa, não posso acreditar nesse ministro”, disse Maia, minimizando o posicionamento de Abraham Weintraub.

Até então, Bolsonaro ainda não havia confirmado com Maia a mudança de data da prova. Lira tomou a palavra para defender que votar a urgência do PL seria redundante. “Só para esclarecer, vossa excelência tem todo direito de esperar a posição do presidente da República, mas se o ministro já publicou a portaria, ou a nota oficial, do ponto de vista da objetividade porque vai votar uma coisa que já está resolvida?”, questionou.  No final, o próprio Bolsonaro avisou que, em conversa com Maia, foi decidido pelo adiamento da prova.