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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Huck, crise no Chile deve servir de lição para o Brasil

Alexandra Martins

O apresentador de TV e empresário Luciano Huck acredita no casamento do neoliberalismo com pautas sociais. Segundo ele afirmou nesta sexta, 25, o modelo deve ser acompanhado daquilo que chama de “afetividade”, sob o risco de a desigualdade social, em algum momento, gerar reações populares semelhantes às do Chile, conforme reporta o Estadão. Entre os eventuais candidatos à Presidência de 2022, Huck é o que mais abraçou o tema da miséria no Brasil em seu discurso. Fora ele, não tem quem cite os termos “pobre”, “miséria”, “desigualdade”.

O apresentador de TV Luciano Huck

O apresentador de TV Luciano Huck. Foto: Reprodução

“Concordo com as teses liberais. O que eu tenho dito aqui na (Avenida) Faria Lima (centro financeiro de São Paulo) é que, se o País estiver crescendo, for mais eficiente, desburocratizado, com acesso ao crédito e se você puder sair na rua e não for assaltado, está bom. Está tudo certo. Mas existe um outro lado de São Paulo e do Brasil que precisa de muita atenção e o Estado vai ter que participar”, afirmou Huck. “Não acho que vá eclodir alguma manifestação popular no curto prazo no Brasil, mas se a vida não melhorar para valer…”, sugeriu o apresentador.

Para ele, só o milagre da política pública, o que requer presença do Estado, pode levar uma cisterna, uma luz, uma água na casa de um seu João, por exemplo, ao interior de Bom Jesus do Piauí (PI), onde ele esteve em agosto durante uma edição do Rally dos Sertões para gravar um Caldeirão. No programa, o empresário entrou em moradias precárias, conversou com nativos sobre a vida que levavam, arrancou risadas do seu João e, no final, deixou uma mensagem emotiva em off enquanto os créditos passavam pela tela.

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