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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Luiz Lima atrapalha Crivella, mas também ajuda

Mario Vitor Rodrigues

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Quando perguntados sobre o que mais preocupa, faltando menos de um mês para a eleição no Rio de Janeiro, integrantes da campanha do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) à reeleição não pensam duas vezes: “Luiz Lima“.

Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

A recriminação tem razão de ser. É verdade que presidente Jair Bolsonaro (sem partido) optou por se manter distante do pleito, mas houve a permissão para que Crivella usasse sua imagem durante a campanha. Até mesmo a hashtag #BolsoCriva foi criada, embora sem muito sucesso.

Pois a campanha de Luiz Lima (PSL) parece ter ficado enciumada.

Tanto assim que na última quarta-feira, 14, houve representação formal junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) contra Crivella. O motivo? O uso “excessivo” da imagem do presidente da República na propaganda do prefeito do Rio que tenta a reeleição — sob a alegação é de que o tempo permitido por lei para aparição de apoiadores foi excedido. O candidato nega o desconforto e afirma que a medida foi adotada contra a sua vontade.

Lima pode até “atrapalhar”, como se costuma dizer nos bastidores da campanha do prefeito, mas também ajuda.

Se gera ruído em relação a quem seria o preferido de Bolsonaro — lembrando que o deputado federal é vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara —, na prática, compõe o bolo de candidatos menores, ao lado de Bandeira de Mello (Rede), Renata Souza (PSOL), Martha Rocha (PDT) e Benedita da Silva (PT), que podem garantir a disputa de um segundo turno.

Então, quem sabe, pode até vir a apoiar Crivella, o homem do presidente a quem tanto promete fidelidade.