Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Lula defende impeachment de Bolsonaro

Alexandra Martins

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O ex-presidente Lula já não se movimenta politicamente de forma contrária ao impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta, 22, o petista classificou a posição do chefe do Palácio do Planalto contra a aquisição da vacina chinesa como “crime de responsabilidade”. “Se a sociedade, os partidos e os parlamentares precisavam de um motivo para discutir o impeachment, Bolsonaro acaba de cometer um crime contra a nação ao dizer que não vai comprar a vacina e desrespeitar um instituto da seriedade do Butantan e toda comunidade científica”, sugeriu o petista hoje pelo Twitter.

Para Lula, se Bolsonaro não acredita no imunizante, que não o tome. “Se faltava crime de responsabilidade, essa foi a maior irresponsabilidade de um presidente que já vi”, apontou.

Longe do contato físico da militância, fator com poder de explicar parte de seus movimentos, o ex-presidente sempre se colocou contra o afastamento de Bolsonaro, em que pese a extensa lista de suspeitas de crimes de responsabilidades praticados pelo presidente. Agora, mudou de opinião.

Lula está barrado de participar de eleições pela Lei da Ficha Limpa, e terá um longo caminho na tentativa de retomar, caso retome, seus direitos políticos até 2022. Por outro lado, ele intensificou suas participações em vídeos de campanha dos candidatos petistas pelo País. Fala em “reconstruir o Brasil” e exalta nas gravações os feitos de suas duas gestões na Presidência para lembrar que ele ainda está no jogo como única “esperança”.

No dia 16, Lula divulgou um vídeo de 13 minutos por ocasião do Dia Internacional da Segurança Alimentar, em que faz um apelo para que “juntos” reconquistemos a democracia e derrotemos a covid-19. “Conto com vocês para transformar esse sonho em realidade”, conclui ele na peça, que pode ser vista no final deste espaço.

 

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