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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Lula e a conta que não fecha

Equipe BR Político

Em um evento de apoio à cultura no Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula voltou a afirmar, na quarta-feira, 18, que quer unificar a esquerda nas eleições de 2020 e 2022 para combater o que chamou de “fascismo instalado no governo brasileiro”. O petista prometeu restabelecer relações com o PSOL, o PCdoB e com “grande parte do PDT“.

Essa parece ser uma conta que não fecha, já que a promessa de unificar a esquerda vem depois de o petista já ter declarado que o PT “não nasceu para ser partido de apoio” e que irá lançar candidatos próprios nas eleições municipais em 2020. Declarações como essas levaram, inclusive, a críticas por parte do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que chegou a dizer que o PT “sempre escolhe a si mesmo”.

No Rio, os cotados para receberem o apoio do ex-presidente nas eleições no ano que vem, como você já leu aqui no BRP, são a deputada federal Benedita da Silva (PT) e o também deputado federal Marcelo Freixo (PSOL). Ambos estavam presentes, ao lado de Lula, no evento da última quarta-feira. “A gente tem um compromisso de unificar o campo progressista, Lula, e a gente conversou sobre isso nós dois”, disse Freixo, de acordo com informações do Globo.

Durante o discurso, Lula voltou a criticar, sobretudo, a política cultural do atual governo do presidente Jair Bolsonaro, o qual comparou com o antigo governo nazista da Alemanha. “Como na Alemanha nazista, querem destruir o Brasil começando pela cultura”, disse.