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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Lula livre entra no radar

Equipe BR Político

Se em novembro, o STF de fato mudar o próprio entendimento sobre o início do cumprimento de pena em regime fechado após decisão em segunda instância, o ex-presidente Lula será o réu de maior peso preso pela Lava Jato a ser beneficiado.

Essa perspectiva já ronda o mundo político, que calcula quais seriam os impactos de esquerda à direita com a liberação do petista. É sobre esse tema que o colunista Bruno Boghossian trata em seu artigo na Folha, nesta sexta-feira, 25.

“Ainda que não possa voltar às urnas, o petista terá papel de relevo numa esquerda combalida. Na ponta direita furiosa e no desmilinguido centro político, também já existe gente refazendo as contas. Uma eventual vitória de Lula nos tribunais deve dar fôlego à turma do PT que sustentou a campanha obstinada por sua libertação”, avalia.

No entanto, nem todos os célebres presos da Lava Jato terão o que comemorar, caso haja a mudança no entendimento. De acordo com o Valor, a decisão não se estenderá imediatamente para todos os condenados em segunda instância. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, por exemplo, não estariam na lista dos 4.895 presos que a revisão da Corte colocaria em liberdade.

“Réus que se encontram encarcerados em razão da decretação de suas prisões preventivas não serão libertados. Essa decisão motivará somente a liberação daqueles que foram presos sem razão concreta, apenas porque seus processos já foram julgados em segunda instância”, afirmou ao Valor o criminalista Sérgio Rosenthal.

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