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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia admite que levará tempo para voltar a confiança no Ministério da Saúde

Marcelo de Moraes

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, comandou o início da audiência pública com o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, realizada, nesta terça, na Casa. Maia fez questão de deixar claro o desconforto do Congresso com a mudança brusca na divulgação dos dados do coronavírus feita pela Pasta, como aconteceu no último fim de semana. A mudança foi vista como um movimento do governo para esconder o impacto do elevado número de mortes e de casos da doença no Brasil. Para o deputado, por causa desse desgaste, vai levar tempo para que se restabeleça a confiança no Ministério.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Maia ainda lembrou ao general que a situação se tornou ainda mais grave pelas declarações dadas pelo empresário Carlos Wizard, que, até então, estava convidado para comandar uma Secretaria do Ministério. O deputado chamou Wizard de “ex-futuro e não mais secretário de governo” e reclamou de sua fala propondo uma espécie de recontagem dos mortos pelo coronavírus, porque não havia confiança nos dados repassados por Estados e municípios. O bilionário Wizard apanhou tanto pela declaração que desistiu do cargo no domingo.

Rodrigo Maia disse ao general Pazuello que essa sequência de problemas “foi lastimável para todos nós”.

“Agora, chegamos ao momento de hoje, com o Parlamento trabalhando para organizar dados, com o TCU trabalhando para organizar dados. Com o Supremo dando liminar para que o senhor reproduza o banco de dados que vinha sendo feito desde a gestão do ministro Mandetta. O que queremos, todos nós, é que todos os brasileiros tenham transparência na divulgação desses dados. O que ocorreu nos últimos dias foi exatamente o contrário. Pelo menos, no ponto de vista da relação de diálogo do governo com o Parlamento e com a sociedade”.

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