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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia critica antecipação de corrida presidencial

Marcelo de Moraes

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Apesar da eleição presidencial acontecer apenas em outubro de 2022, já há uma profusão de postulantes ao Planalto com o bloco na rua três anos antes da votação. Esse tipo de movimento, que inclui o próprio presidente Jair Bolsonaro, além de governadores como João Doria (São Paulo), Wilson Witzel (Rio) e Flávio Dino (Maranhão), entre outros, acaba antecipando o clima de disputa política.

Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, trazer esse debate para o centro das atenções com tanta antecedência não é bom. “Não é possível ficar três anos em campanha eleitoral. Isso prejudica a sociedade”, afirmou o deputado quando o entrevistei nesta terça, em São Paulo, durante a premiação Empresas Mais, promovida pelo Estadão em parceria com o Broadcast.

O próprio Maia é citado como uma opção o campo do centro na sucessão presidencial. O presidente da Câmara descartou a possibilidade, mas seu nome tem sido lembrado como uma possibilidade desde que começou a comandar no Congresso a votação das reformas. Maia, porém, desvia da possibilidade – até por coerência com sua fala de considerar muito cedo para discutir sucessão presidencial. Mas o deputado preferiu ter pé no chão sobre essa hipótese. “Não tenho capital eleitoral para pensar hoje em Presidência da República”, afirmou.

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