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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia diz que ajuda de governo a Estados é ‘fake news’

Equipe BR Político

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Em conflito com o governo sobre qual deve ser a forma de socorro aos Estados, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elevou o tom das críticas ao governo federal nesta quinta, 16, impactada pela iminência da saída do ministro Luiz Henrique Mandetta da pasta da Saúde. O parlamentar contesta a contraproposta do governo para aumentar em R$ 77 bilhões a ajuda aos entes federativos.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

“A proposta do governo são R$ 22 bilhões para Estados e municípios, do meu ponto de vista, isso inviabiliza quase todos os Estados num prazo de 45 ou 60 dias, por isso, que a gente aprovou o texto que aprovamos. Você tema suspensão das dívidas, que todas elas já estavam dadas pelo Supremo há muito tempo, tirando de São Paulo. Tem valores que são vinculados ao SUS, muitos que precisam ser feitos de forma extraordinária porque a crise precisa da expansão recursos na área de saúde. E de transferência direta está lá R$ 22,5 bilhões, não sou eu que estou inventando. São os números que dizem isso”, afirmou o deputado.

“Essa é uma disputa com a federação, do meu ponto de vista. E mais uma vez nós não vamos entrar nessa briga. Eu não vou entrar nesse jogo de números, nessa fake news da equipe econômica, usando números para tentar enganar a sociedade e a imprensa”, acrescentou. Ele também criticou a projeção do governo de que o impacto seria de R$ 285 bilhões, caso a arrecadação dos impostos (ICMS e ISS) fosse zerada. “Se isso for um dado, a crise é mais profunda do que eles estão projetando para a gente”, disse. “Ou eles estão mentindo ou a crise é muito maior do que aquilo que todos nós estamos imaginando” afirmou.