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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia e Alcolumbre soltam notas sobre Bolsonaro

Vera Magalhães

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, divulgaram notas sobre as manifestações deste domingo e o comportamento do presidente Jair Bolsonaro, que foi até o ato em Brasília e passou o dia postando em suas redes sociais eventos em todo o País.

“É hora de amadurecermos como Nação. Com a pandemia do coronavírus fechando as fronteiras dos países e assustando o mundo, é inconsequente estimular a aglomeração de pessoas nas ruas. A gravidade da pandemia exige de todos os brasileiros, e inclusive do presidente da República, responsabilidade! Todos nós devemos seguir à risca as orientações do Ministério da Saúde”, escreveu Alcolumbre, sem citar Bolsonaro nem uma única vez.

“Convidar para ato contra os Poderes é confrontar a Democracia. É tempo de trabalharmos iniciativas políticas que, de fato, promovam o reaquecimento da economia, criem ambiente competitivo para o setor privado e, sobretudo, gerem bem-estar, emprego e renda para os brasileiros”, escreveu o presidente do Senado, na nota curta e não voltada diretamente ao presidente.

Em sua conta no Twitter, Maia disse que “o mundo está passando por uma crise sem precedentes”. “O Banco Central americano e o da Nova Zelândia acabam de baixar os juros; na Alemanha e na Espanha, os governos decretam o fechamento das fronteiras. Há um esforço global para conter o vírus e a crise”, escreveu, no início de um fio na rede social.

Diferentemente de Alcolumbre, ele citou o comportamento de Bolsonaro. “Por aqui, o Presidente da República ignora e desautoriza o seu ministro da Saúde e os técnicos do ministério, fazendo pouco caso da pandemia e encorajando as pessoas a sair às ruas. Isso é um atentado à saúde pública que contraria as orientações do seu próprio governo”, disse o presidente da Câmara.

“A economia mundial desacelera rapidamente; a economia brasileira sofrerá as consequências diretas. O Presidente da República deveria estar no Palácio coordenando um gabinete de crise para dar respostas e soluções para o país. Mas, pelo visto, ele está mais preocupado em assistir às manifestações que atentam contra as instituições e a saúde da população”, afirmou.