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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia: ‘Falso testemunho numa comissão do Congresso é crime’

Equipe BR Político

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), escreveu em publicação no Twitter: “Falso testemunho, difamação e sexismo têm de ser punidos no rigor da lei” nesta quarta-feira, 12, um dia depois do depoimento de Hans River na CPMI das Fake News. Na terça, 11, o ex-funcionário da Yacows, agência que faz envios múltiplos de conteúdo via WhatsApp, insinuou na comissão que a repórter da Folha Patricia Campos Mello tentou seduzi-lo para obter informações. “Atacar a imprensa com acusações falsas de caráter sexual é baixaria com características de difamação”, afirmou Maia.

No mesmo dia o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) replicou as acusações de River no plenário da Câmara e em seu Twitter. “Eu não duvido que a senhora Patrícia Campos Mello, jornalista da Folha, possa ter se insinuado sexualmente, como disse o senhor Hans, em troca de informações para tentar prejudicar a campanha do presidente Jair Bolsonaro”, disse na Casa.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Foto: Dida Sampaio/Estadão

Como você leu no BRP, na noite da terça, 11, a Folha publicou uma reportagem com áudios e prints de conversas entre a repórter e Hans River que desmente as acusações feitas no depoimento. Os documentos divulgados a partir de conversas guardadas pela repórter comprovam que River agiu para implicar a empresa da qual foi demitido em irregularidades e se insinuou para a jornalista.

Campos Mello assina uma reportagem publicada em dezembro de 2019 pelo jornal que mostrou que a agência em que River trabalhava fez envios em massa de mensagens via WhatsApp e que uma das campanhas beneficiadas pela prática teria sido a de Jair Bolsonaro à Presidência.