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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia: ‘Melhor organizar o futuro que brigar com o passado’

Vera Magalhães

É tamanha a falta de critérios do presidente Jair Bolsonaro para definir o timing político das necessárias pautas da agenda econômica que ele acabou segurando o envio ao Congresso da reforma administrativa, que muda critérios de carreira e estabilidade para futuros servidores, mas deixou que fosse enviada a proposta de emenda constitucional que cria uma série de gatilhos (como suspensão de aumentos e promoções) para os atuais funcionários públicos.

O nonsense não escapou ao crivo dos congressistas, que lamentavam nesta segunda-feira o recuo do presidente em mandar a reforma administrativa –a que teria mais facilidade de tramitação, justamente por tratar de casos futuros, ou seja, de “servidores” que hoje ainda não existem.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao BRPolítico que, se o problema era não comprar brigas com os servidores por conta da saída de Lula da prisão “não deveriam ter enviado a PEC dos gatilhos”.

“Melhor organizar o futuro que ficar brigando com o passado. E um passado que acabou resultando numa PEC muito desidratada”, disse o presidente da Câmara.