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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia: ‘Ninguém gosta de interferência de um país no outro’

Equipe BR Político

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também deu sua opinião na noite de segunda-feira, 12, sobre as prévias na Argentina ocorridas no último domingo, 13. Em entrevista ao Programa Roda Viva, Maia defendeu que o Brasil não interfira no processo eleitoral do país vizinho. Alberto Fernández, que tem a ex-presidente e Cristina Kirchner como vice, teve 47,66% dos votos. O atual presidente Maurício Macri, que tem o apoio de Jair Bolsonaro, recebeu 32,08% dos votos, uma diferença de 15%. O deputado saiu em defesa do Mercosul e defendeu que haja cautela por parte do presidente brasileiro em suas declarações sobre o país vizinho. “A gente deveria primeiro aguardar o resultado do processo eleitoral para depois tomar qualquer tipo de atitude”, disse Maia.

“Isso é importante para não ficar parecendo tentativa de interferência. Não sei se essa tentativa é real ou não. Mas sendo, acho que talvez dê voto e até consolide voto pra chapa da ex-presidente Kirchner. Creio que ninguém gosta de ver interferência de um país no outro”, afirmou. Maia enfatizou que eventual mudança do governo argentino não deve ser motivo para que o Brasil cogite romper o acordo com o Mercosul. Para ele, o acordo de livre-comércio fechado entre o Mercosul e a União Européia serviu para reafirmar a importância do bloco.”Se é o presidente A, ou o presidente B, isso não deve ser motivo para a nossa decisão. Não é porque o presidente Macri pode ou não perder a eleição que essa importância do Mercosul vai acabar”, defendeu o presidente da Câmara.”O Mercosul é maior que os governos. Acho que a gente tem que acreditar que o bloco é relevante para o desenvolvimento da região”, concluiu.