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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia: ‘Repito há tempos que descuido ambiental pode afastar investimentos’

Marcelo de Moraes

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao BRPolitico que ficou satisfeito em ouvir a fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, alertando que a questão da preservação ambiental era importante para atrair investimentos para o Brasil. Ele lembra que falou isso muitas vezes durante o ano passado. E avalia que, agora, o governo parece ter compreendido a importância do problema.

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Já estou dizendo isso há tempos. Durante todo o ano passado eu alertei. No primeiro semestre, quando a relação institucional com o governo estava mais difícil, eu alertei sobre o risco dessa instabilidade institucional atrapalhar os investimentos. E, a partir do segundo semestre, de forma clara, falei sobre como a questão do Meio Ambiente certamente seria um problema para o Brasil na atração de novos investimentos. Investimentos que o Brasil precisa, de todas as formas, especialmente a partir de 2021”, afirma Maia.

Além das declarações de Guedes em Davos, Maia achou importante as medidas anunciadas ontem pelo presidente Jair Bolsonaro, como a criação de uma Força Nacional Ambiental e de uma Coordenação da Amazônia para ajudar na proteção do Meio Ambiente da região.

“Parece que a questão começou a ser prioridade do governo. Dá para concluir isso pelas decisões de ontem do governo, pelo Paulo Guedes falando ao Jornal Nacional ontem que a questão do Meio Ambiente impactava o investimento”, avalia.

Para Maia, também é fundamental que o governo fortaleça os órgãos de controle e de fiscalização que, na sua avaliação, não receberam grande atenção do governo e, boa parte do ano passado.

“Foi montada, ao longo dos anos, uma estrutura de fiscalização e de controle das florestas para tratar da preservação do Meio Ambiente. Estruturas como a do Ibama, doInstituto Chico Mendes, etc. E essa estrutura, de alguma forma, no passado, ela foi tratada meio que com algum desleixo pelo governo, que atrasou a nomeação dos superintendentes. Também houve sinalizações de que não havia problema, não havia desmatamento, não havia queimada. Então, o maior problema é a ação do governo. Se o governo tiver uma ação e uma vocalização de respeito à preservação do Meio Ambiente, as próprias pessoas que estão queimando e desmatando vão pensar duas vezes antes de cometer o crime”, acredita.