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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia sai em defesa de Aras e fala em ‘criminalização da política’

Equipe BR Político

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu o procurador-geral da República, Augusto Aras, nas críticas à Lava Jato. “Acho que o procurador tem muito mais informações do que nós temos para fazer a crítica e o alerta”, afirmou em entrevista ao programa Manhã Bandeirantes, nesta quarta-feira, 29. “O Ministério Público é um órgão fundamental, mas a impressão que me dá é que não gostam de ser fiscalizados muitas vezes”, disse.

Rodrigo Maia em evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso

Rodrigo Maia em evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso Foto: Hélvio Romero/Estadão

A fala de Maia vem na esteira do incômodo de parlamentares com mandados de busca e apreensão realizados em gabinetes nas Casas legislativas. Na terça, a Câmara apresentou dois pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que fossem anuladas buscas realizadas em julho nos gabinetes dos deputados Paulinho da Força (SD-SP) e Rejane Dias (PT-PI) pela Polícia Federal. O presidente da Casa não comentou casos específicos, mas disse entender que há excessos. “Está se fazendo buscas e apreensões de coisas de 2010 em 2020. Coisas que geram apenas constrangimento, na linha até do que o doutor Aras falou de criar uma criminalização generalizada da política, tirar as condições da política e do próprio Supremo”, disse.

Na noite da terça, Aras, que vem travando uma briga com procuradores da Lava Jato e sinalizado movimentos que podem desidratar a operação, afirmou que “é hora de corrigir os rumos para que o ‘lavajatismo’ não perdure”. “Espero que o enfrentamento à ‘macrocriminalidade’, especialmente naquela corrupção relativa a grandes capitais continue a se fazer do mesmo modo, mas no universo dos limites da Constituição e das leis. O ‘lavajatismo’, há de passar”, disse em live do Grupo Prerrogativas.