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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Maia sobre PIBinho: ‘Setor privado sozinho não vai resolver problemas’

Equipe BR Político

Fiador da reforma previdenciária, o que o coloca como defensor insuspeito da mesma, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ecoou na quarta, 4, um discurso de teoria econômica bastante debatido pelo meio acadêmico ao analisar o baixo crescimento da economia em 2019: o modelo econômico liberal é realmente capaz de entregar os resultados que promete? Na mesma linha de questionamento feito ontem pelo professor Daniel Pereira Andrade, professor de sociologia da EAESP-FGV, no Estadão, Maia afirmou que “o setor privado sozinho não vai resolver os problemas”. Para ele, “a grande mensagem do PIB que saiu hoje é exatamente que a participação do Estado também será sempre importante para que o Brasil possa crescer e se desenvolver”.

Sua mensagem não só vai ao encontro do que a oposição não se cansa de professar, como também se alinha ao que os economistas fora dos assentos da Universidade de Chicago têm pesquisado e defendido: “A gente não consegue organizar um país apenas fazendo as reformas, cortando, cortando, cortando”.

A fala de Maia incomodou ao mercado, como a apontou Adriana Fernandes no Estadão, porque, de alguma forma, desconfiou-se de que ele não estivesse na mesma página de seus representantes. O professor da FGV sabe como funciona a lógica desse setor. “Para os neoliberais, se a economia não funciona como o previsto, não é porque seus modelos lógico-dedutivos não são capazes de explicar a realidade, mas, inversamente, é porque a realidade política e social está atrapalhando o funcionando idealmente previsto do mercado. Invertem assim a lógica científica ao atribuir ao mundo, e não às suas teorias, o problema”, escreveu.

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