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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mancha de óleo no Nordeste ‘intoxica’ autoridades

Equipe BR Político

A mancha de óleo avança sobre a costa brasileira enquanto autoridades brasileiras expõem desavenças em redes sociais sobre quem tem feito mais para conter o maior desastre ambiental da história do litoral brasileiro. Nesta manhã de sábado, 19, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acusou o governador da Bahia de negligência em resposta à cobrança estadual por resoluções do governo federal contra o estrago provocado pela substância poluidora.

“Estive pessoalmente na Bahia anteontem, percorri de Salvador a Praia do Forte. Eu vi centenas de fuzileiros navais, agentes do Ibama, equipes municipais, mas não vi ninguém do governo estadual”, escreveu o ministro no Twitter. Costa acusara antes o governo federal de se “silenciar” frente ao problema. “Precisamos de um posicionamento e de resoluções do governo federal através da Marinha e do Ibama, que são os responsáveis pelo cuidado com o oceano, mas continuam em silêncio”, disse no microblog.

Enquanto isso, mancha avança sobre cartão-postal de Pernambuco, a praia de Carneiros. Foto Carlos Ezequiel Vannoni/Efe

A cobrança maior, no entanto, vem do Ministério Público Federal à pasta de Salles. A Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do órgão enviou, na quinta, 17, um ofício ao titular do Meio Ambiente e ao presidente do Ibama, Eduardo Bim, com pedido de informações sobre o acionamento do Plano Nacional de Contingenciamento para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (PNC) no caso do acidente com óleo no Nordeste. Salles alega que o plano foi acionado desde o início de setembro e que todas as medidas previstas foram colocadas em andamento.

A Procuradoria afirma que, “no entanto, não foram apresentados detalhes do plano nem das ações”. Para agravar a situação, o presidente Jair Bolsonaro extinguiu dois comitês que integravam o PNC em decreto publicado em abril, conforme lembra a Folha.

 

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