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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mancha de óleo segue em direção ao Sudeste

Equipe BR Político

A mancha de óleo que contamina o litoral do Nordeste desde 30 de agosto deve chegar ao litoral do Sudeste, segundo previsão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, feita na noite de quarta, 30, em Salvador (BA). “Mas estamos trabalhando para que isso não aconteça. Estamos atuando com mais ênfase em três subáreas: Ilhéus, Porto Seguro e Caravelas, para identificar logo as manchas, caso apareçam”, disse ele. O piche já chegou a Santa Cruz de Cabrália – praia de Belmonte – e a Porto Seguro – praias de Prado, Trancoso e Arraial d’Ajuda. A região é onde desagua o rio Jequitinhonha.

Nesta quinta, 31, após passar 10 dias fora em viagem oficial à Ásia e Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro diminuiu quase a zero as chances de que o responsável pela mancha seja encontrado. Ontem, o vice Hamilton Mourão dissera que o resultado das investigações poderia ser anunciado ainda nesta semana, reforçando a tese de que uma embarcação teria feito uma “ejeção de porão” para aumentar sua estabilidade no mar. No mesmo dia, o ministro da Defesa havia também renovado esperanças sobre o inquérito. “Começamos investigando 100 navios com possibilidade de terem derramado o óleo, passamos para 30, agora são 11”, comentou.

Hoje, no entanto, as chances foram reduzidas pelo presidente. “Ninguém sabe a origem ainda. Diminuiu bastante a possibilidade de se encontrar e ter um responsável. Não temos nada de concreto. De modo que nada podemos anunciar”, afirmou Bolsonaro, na saída do Palácio do Planalto. “Os órgãos do governo estão empenhados”, acrescentou.

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