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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mandetta diz ter ‘preocupação’ que coronavírus chegue ao Rio

Equipe BR Político

Desde a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem buscado afastar qualquer alarmismo. Na noite de quarta-feira, 26, ele afirmou, em entrevista ao Central Globonews, que o fato de o primeiro paciente da doença ser de São Paulo, cidade com maior população do País, preocupa. No entanto, é a possibilidade de o vírus se propagar no Rio de Janeiro que causa maior apreensão.

Foto: Reprodução

De acordo com o ministro, a capital fluminense possui características que podem dificultar o controle. “A grande população é uma preocupação, sim, e será um desafio, mas São Paulo possui um dos sistemas de saúde com mais musculaturas que nós temos. Tenho mais preocupação que o vírus chegue ao Rio de Janeiro”, afirmou.

Até ontem, quando foi feita a última atualização por parte do Ministério da Saúde, 20 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus estavam sob monitoramento em sete Estados: PB, PE, ES, MG, RJ, SP e SC.

“O Rio é uma cidade mais condensada. Temos problema de distância e os espaços são menores. Além do que, há áreas de exclusão social, favelas, áreas de proximidade muito próximas às pessoas, de baixo saneamento e núcleos familiares extensos que vivem dentro de espaços apertados. Me preocupa bem mais”, explicou o ministro. Outra atenção é com o Rio Grande do Sul por conta do frio. como você leu no BRP, tem até parlamentar gaúcho pedindo que o chimarrão não seja compartilhado para evitar a contaminação.  “Quando tivemos a H1N1, lá foi o nosso maior Estado com número de mortes, porque tem um inverno mais rigoroso e que começa mais cedo. As casas são mais fechadas e as pessoas ficam dentro delas, então o contato é mais próximo”, continuou Mandetta.

 

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