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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mandetta volta a defender isolamento

Equipe BR Político

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O ministro da Saúde fez referência várias vezes à importância do isolamento social na atual fase de disseminação do coronavírus no Brasil, durante coletiva nesta tarde de sábado, 28. Segundo ele, é necessário ter racionalidade e não agir por impulso para evitar que o pior aconteça com o sistema público de saúde dada à gravidade do atual momento, véspera de epidemia do H1N1 e dengue. Segundo Mandetta, a quarentena tem reduzido os casos de acidentes e traumas, deixando, assim, mais leitos disponíveis nos hospitais às pessoas internadas pela covid-19. O titular da Saúde citou também as dificuldades logísticas de importação de equipamentos de segurança para os profissionais de saúde. “Mais uma razão para ficar em casa, parados, até que a gente consiga colocar os produtos nas mãos dos profissionais de saúde que precisam. Se a gente sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar para o risco, para o pobre, para todo mundo. Tem que ter racionalidade e não nos mover por impulso. Vamos nos mover como eu digo desde o princípio, pela ciência, pela parte técnica e com planejamento”, afirmou ele.

Mandetta disse que a pasta vai trabalhar com o Ministério da Economia para construir um plano compatível às urgências econômicas. “O presidente está certíssimo quando fala que crise econômica vai matar as pessoas, que a fome vai matar pessoas. Está certíssimo e somos 100% engajados para achar solução com a equipe da economia”, relativizou, sabendo que o presidente Jair Bolsonaro é defensor do isolamento apenas de idosos e portadores de doenças crônicas específicas. “Não é uma questão de apontar dedo para o governador A, B ou C, para o prefeito A, B ou C. Estão todos com uma arma na mão dizendo que a Organização Mundial da Saúde mandou eu fazer isso e não pensam que essa medida precisa ser muito bem elaborada”, disse.