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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Marcelo Odebrecht é demitido da Odebrecht

Equipe BR Político

Marcelo é ex-presidente do conglomerado, acionista minoritário do grupo, era fichado pela CLT, ganhava R$ 115 mil por mês, mas é um condenado da Lava Jato. Foi colocado no olho da rua pelo atual presidente da Odebrecht, Ruy Sampaio, mas o mentor de sua demissão é o próprio pai, Emilio, conta o Estadão.

O movimento faz parte da série de críticas que Marcelo tem feito à condução dos negócios da empresa. Em entrevista à Folha, ele acusou o pai de ter levado à companhia para a recuperação judicial – a dívida é de R$ 100 bilhões.

Embora estivesse afastado de funções executivas desde sua prisão, Marcelo ainda constava como funcionário, diz a publicação. Além disso, desde que teve a progressão da pena para o regime semiaberto, Marcelo vinha frequentando o prédio do conglomerado, na Marginal Pinheiros (SP), e até participando de reuniões com executivos, sobretudo da área de compliance.

Internamente, comentava-se também que o ex-presidente da Odebrecht vinha ameaçando executivos da empresa na tentativa de voltar ao comando do grupo. Esse teria sido o motivo da substituição do executivo Luciano Guidolin, que comandava o grupo nos últimos anos, por Ruy Sampaio, que tem entre suas missões barrar as investidas “ativistas” de Marcelo.

Segundo o Valor, Marcelo recebeu R$ 240 milhões da empresa para assinar o acordo de delação com o Ministério Público Federal. Já a multa que ele teve de pagar às autoridades foi de R$ 73 milhões, acrescenta a publicação.