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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Marchezan quer presença de pais para reorganização do calendário escolar

Equipe BR Político

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O prefeito de Porto Alegre e candidato à reeleição, Nelson Marchezan (PSDB), acredita que “forças sindicais” e “interesses eleitoreiros” estão atrapalhando a retomada das aulas no País, paralisadas por causa da pandemia da covid-19. Em entrevista ao BRPolítico, na terça-feira, 3, ele afirma que aposta na aproximação dos pais com a escola para reorganizar o calendário escolar do próximo ano. De acordo com pesquisa Ibope divulgada no último dia 29 de outubro, ele tem 14% das intenções de voto e aparace na segunda posição da disputa.

Nelson Marchezan em campanha. Foto: Reprodução/Facebook

Em Porto Alegre, todas as áreas de ensino já estão em funcionamento, segundo o prefeito.”Fizemos um calendário e iniciamos aos poucos, a cada semana um nível iniciado e hoje nós fechamos esse ciclo, com todas as áreas de ensino retornaram. É evidente que alguns pais preferiram deixar as crianças em casa e algumas escolas estatais utilizam a força do sindicato e intenções eleitorais para não começarem as aulas. Eu acho que isso está acontecendo no Brasil inteiro, onde os interesses eleitorais e sindicais são maiores do que os interesses do aluno”, disse. “Então, o nosso desafio é trazer os pais para participar mais para buscar uma reorganização do calendário”, afirmou em outro trecho.

Quando perguntado sobre o baixo desempenho das escolas municipais no Ideb, o prefeito citou um projeto enviado à Câmara de Vereadores que cria uma prova anual de avaliação dos alunos, como  forma de “valorizar” os estudantes e o processo de aprendizagem. “Colocamos uma prova, isso está na Câmara de Vereadores ainda, uma prova anual no início e no final do ano de avaliação para não ficar só na avaliação do Ideb, só uma vez a cada dois anos. A gente acha que isso vai valorizar bastante o aluno e a aprendizagem dele. E a nossa plataforma de aprendizagem que é de acesso gratuito, tem apenas 65% dos alunos acessando ainda, realmente a gente tem de avançar, mas ela dá acesso aos pais a todas as informações”, disse.

Marchezan citou ainda uma mudança adotada na cidade na eleição dos diretores, quando o voto dos pais passou a ter mais força na escolha, como uma estratégia para melhora dos índices de educação. Pela lei que vigorava até no ano passado, o peso de professores e funcionários na eleição era de 50%, complementado por outros 50% divididos alunos com mais de 10 anos de idade e pais. Pela nova formatação, o porcentual dos professores foi reduzido, em escolas de ensino fundamental, para 35%, complementado por 50% dos pais e 15% dos alunos com mais de 12 anos. Em instituições de educação infantil, o resultado é composto por 70% dos pais e 30% dos professores. Nas escolas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o resultado será composto por 55% de alunos e 45% do magistério.

“Hoje, os pais têm a força duas a três vezes maior na eleição do que tinham antes. E se o diretor  não melhorar os indicadores, como o Ideb, os pais todos os anos têm que validar que aquele diretor vai continuar sendo diretor, se não a eleição dele perde a validade. Ou ele melhora os índices, ou os pais pedem para trocar. Isso está na lei”, completou.