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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Marina defende Manuela

Equipe BR Político

Marina Silva saiu em defesa da sua adversária na pré-campanha ao Palácio do Planalto, Manuela D’Ávila. A deputada estadual esteve no centro da polêmica da semana após sua participação no programa Roda Viva, onde foi interrompida várias vezes enquanto respondia os questionamentos da bancada.

“Saúdo esse momento em que se debate sobre o direito ao respeito à fala da pré candidata Manuela como muito saudável”, escreveu Marina em seu Instagram. “Nenhum deles e nenhuma delas pode sofrer interrupção de suas falas no ato de expor suas propostas e idéias, pelo bem de uma cultura de paz e pelo bem do país”, disse a pré-candidata da Rede.

A entrevista, no Roda Viva, da pré candidata à Presidência da República, Manuela D’Ávila, foi bastante comentada e debatida na imprensa e nas redes sociais, não pelo seu conteúdo, mas pela quantidade de vezes em que ela foi interrompida em suas falas. Isso gerou indignação em homens e mulheres pela prática do que vem sendo chamado de manterrupting na linguagem de resistência que os movimentos femininos do mundo cunharam para denunciar a persistência desses comportamentos. Saúdo esse momento em que se debate sobre o direito ao respeito à fala da pré candidata Manuela como muito saudável, pois nas eleições de 2014, quando fiz as mesmas reivindicações por civilidade e respeito, ouvi de minha colega Dilma Roussef, também candidata à Presidência da República, conforme divulgado na imprensa, que “se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República”. É importante reafirmar que isso não é assim mesmo, que é bom para as pessoas envolvidas e para o próprio país que se possa debater os rumos de nossa sociedade em tudo que interessa ao bem comum em ambiente de calma, seriedade e com apresentação de propostas. É importante que o valor da política seja restaurado como lugar de construção de resposta às necessidades da população e que o calendário político não chame a atenção dos habitantes do Brasil pelos momentos de agressão, atitudes rasteiras, bizarrices na relação entre os candidatos. Homens e mulheres precisam se unir pelo país. Homens e mulheres que se apresentam para prestar um serviço à nação na condução de seus processos de gestão do patrimônio público merecem escuta, respeito e também uma escolha baseada em compreensão de suas propostas. Nenhum deles e nenhuma delas pode sofrer interrupção de suas falas no ato de expor suas propostas e idéias, pelo bem de uma cultura de paz e pelo bem do país.

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