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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Marina vê risco de ‘linha divisória da democracia’ ser ultrapassada

Equipe BR Político

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou nesta quinta-feira, 24, que o País corre o risco de ultrapassar uma “linha divisória muito tênue com a democracia ocidental”, em uma fala recheada de referências a medidas do governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Quando se diz que a defesa dos índios não deve ser exercida na demarcação de suas terras, no respeito de sua cultura, é uma inversão do papel do Estado. Quando não se compromete com a defesa dos direitos humanos, dos negros, da comunidade LGBT, com os segmentos mais frágeis, é uma linha divisória muito tênue com a democracia ocidental. Quando se diz que vai premiar quem comete crimes ambientais gravíssimos, é muito perigoso. Não é uma questão de eleição, é uma questão de Nação”, disse, citando também as turbulências políticas em países vizinhos, como Chile e Bolívia.

Marina participa do evento “Brazil Summit 2019”, organizado pela revista The Economist. Segundo o Broadcast Político, na fala, a ex-ministra afirmou que o Brasil vive um momento em que aqueles que têm compromisso com a democracia, com o meio ambiente e com a justiça social precisam unir forças, independente de eventual candidatura.

A ex-candidata também cobrou mais responsabilidade ambiental do agronegócio e criticou as ações do governo tanto ao lidar com as queimadas da Amazônia quanto com o óleo nas praias do Nordeste. “O governo não tem capacidade técnica e nem o compromisso ético de usar os meios de que dispõe para enfrentar a crise ambiental. É preciso que haja investigação para saber a origem da mancha de óleo, mas o fato de não sabermos a origem não isenta o governo de conter a mancha e de fazer as medidas de mitigação.”

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