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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mário Frias ‘encarna’ Bolsonaro no Twitter

Vera Magalhães

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Depois de meses no cargo sem dizer a que veio, o secretário nacional de Cultura, Mário Frias, resolveu roubar o protagonismo do feriado de Sete de Setembro.

Além da performance para lá de canastrona no vídeo louvatório da Secom da Presidência a respeito dos heróis nacionais, depois ironizado de forma brilhante por Marcelo Adnet, e de ofender o humorista com a ajuda da conta oficial da Secom, Frias resolveu encarnar outro personagem: o presidente Jair Bolsonaro em pessoa.

Enquanto ainda era notícia nas redes sociais por conta do episódio do vídeo, eis que Frias posta no Twitter o vídeo de Bolsonaro sendo esfaqueado em Juiz de Fora, há exatos dois anos, agradecendo a Deus e aos médicos pela “sua” vida.

Diante do evidente ato falho, o tuíte foi apagado, mas o print, como sempre lembram as redes, é eterno. Em seguida, por uma dessas coincidências do destino, o mesmo vídeo e o mesmíssimo texto na sintaxe particular de Carlos Bolsonaro apareceu na conta do presidente.

Afinal, quem comanda a conta do secretário de Cultura nas redes sociais? Bolsonaro? Carlos? O secretário da Secom, Fábio Wajngarten? Ou seria Adnet? Certamente não, pois se fosse a sátira seria mais bem feita e inteligente, e não esse humor tosco é involuntário.

Para completar o número de comédia, o próprio (será?) Mário Frias repostou o tuíte de Bolsonaro, com o mesmo teor do que havia apagado, acrescentando um “amém” ao agradecimento do chefe pela própria (do presidente, no caso) vida. Muita conta para administrar, não é fácil não.