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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Marta no partido de Paulinho da Força

Equipe BR Político

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A ex-prefeita Marta Suplicy filiou-se nesta quinta, 2, ao partido Solidariedade, o mesmo do deputado Paulinho da Força, com vistas às eleições municipais de outubro. Ex-petista e emedebista, Marta alega que sua perspectiva agora é de “continuar lutando pela construção de uma Frente Ampla para disputar as eleições de 2020 que poderá governar a cidade de São Paulo com força política, competência e compromisso social.”

A ex-prefeita Marta Suplicy

A ex-prefeita Marta Suplicy Foto: Saniel Teixeira/Estadão

Ela expõe em nota que está disponível para atuar em qualquer posição na disputa, a despeito de ser cotada para ser vice de Fernando Haddad, em que pese a negativa do ex-prefeito de participar do pleito municipal. “Nesta arquitetura de Unidade Democrática posso exercer qualquer papel. Pretensão pessoal não é o que me move neste momento”, reiterou. Para Marta, é “inexorável” agora a “unidade das forças liberais, de centro, progressistas, todas democráticas”.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Filiei-me ao Solidariedade com a perspectiva de continuar lutando pela construção de uma Frente Ampla para disputar as eleições de 2020 que poderá governar a cidade de São Paulo com força política, competência e compromisso social.
Nesta arquitetura de Unidade Democrática posso exercer qualquer papel. Pretensão pessoal não é o que me move neste momento.

A situação gravíssima que vivemos requer ousadia, fé, coragem e muita Solidariedade.

A unidade das forças liberais, de centro, progressistas, todas democráticas, coloca-se como inexorável.

Os graves riscos de ordem institucional, econômica, os equívocos e irresponsabilidades de vários governantes, colocam a necessidade da união de todos que, com espírito público, tenham sensibilidade em reconhecer as enormes desigualdades sociais e a necessidade de ações concretas, diretas e urgentes para a diminuição do sofrimento da população.

A perspectiva de focar o futuro da cidade com grandeza e desprendimento impõem-nos o desafio de não incentivarmos ações de isolamento desta ou daquela força politica do mesmo campo democrático. Esse não é um bom caminho. Não faz sentido a promoção de nenhum tipo de sectarismo em detrimento das enormes necessidades da cidade e da população.

Fora de hora e equivocados estão os que insistem, também de forma irresponsável, no debate de disputas internas partidárias voltadas para o próprio umbigo. Não há mais cabimento em apontar a lua mas não conseguir enxergar além do que o próprio dedo.

A lógica da solução eleitoral através de disputas apequenadas devem ser superadas, pois acabam prevalecendo sobre os interesses maiores da cidade e do país.

A hora é de olharmos para São Paulo com faróis altos colocando como prioridade a superação da gravíssima crise hoje vivida e a diminuição do grande fosso de desigualdades.

A união é necessária para termos capacidade e condições de formularmos as respostas para a construção de programas sociais abrangentes e políticas públicas emergenciais.

Está colocado o desafio de abandonar o oportunismo eleitoral e nos centrarmos no que nos une. Colocarmos de lado as divergências acessórias para aprofundarmos projetos urgentes de prevenção sanitária, saneamento básico, cuidados e acolhimento de toda a população, em especial os mais carentes e desprotegidos.

A unidade democrática e progressista poderá ser o instrumento para São Paulo dar um basta ao escandaloso e equivocado desmonte das políticas públicas populares.
Só assim o Brasil poderá abrir caminhos para reencontrar-se e acordar do terrível pesadelo em que se encontra.

Marta Suplicy