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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Matarazzo declara voto em Covas

Vera Magalhães

O ex-candidato do PSD à Prefeitura de São Paulo, Andrea Matarazzo, resolveu declarar  voto em Bruno Covas no segundo turno na capital paulista.

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSD, Andrea Matarazzo, em entrevista ao BRP

O candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSD, Andrea Matarazzo, em entrevista ao BRP. Foto: Reprodução

“É do processo democrático termos que escolher entre dois candidatos agora. Vou exercer minha cidadania e fé na democracia. Diante das opções postas no segundo turno, darei meu voto ao Bruno”, afirmou o ex-candidato ao BR Político nesta terça-feira.

Matarazzo já conversou com o tucano na noite de domingo para parabenizá-lo pelo desempenho na primeira etapa da eleição. A decisão de declarar voto, sem, no entanto, por ora, se engajar na campanha, foi tomada em caráter pessoal, e não partidário.

Em entrevista à rádio CBN, na segunda-feira, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi cauteloso e não declarou apoio a Covas. Ele preferiu comemorar o crescimento do partido nas urnas. O PSD, fundado em 2011 como uma dissidência do DEM, foi o terceiro partido a sair com mais prefeituras no primeiro turno, 648, mas o primeiro em número de pessoas governadas: 21 milhões.

A performance nas capitais também trouxe um trunfo importante: o PSD elegeu em primeiro turno o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que trocou o nanico PHS pela sigla de Kassab em 2019.

Histórico

A declaração de voto de Matarazzo em Covas vem depois de o ex-candidato do PSD ter deixado o PSDB em 2015, depois de se desfiliado e abandonado o processo de prévias para a escolha do candidato do partido à prefeitura em março de 2016.

Logo em seguida ele se filiou ao PSD de Kassab, que fechou aliança com o então PMDB em torno da candidatura de Marta Suplicy, de quem Matarazzo foi vice. Naquele ano, Doria venceu as eleições em primeiro turno, e chapa Marta-Matarazzo ficou em quarto lugar, com pouco mais de 10% dos votos, atrás do tucano, de Fernando Haddad (PT) e Celso Russomanno (PRB).

Matarazzo foi um dos homens fortes das gestões de José Serra e Kassab na prefeitura, entre 2005 e 2012. Foi subprefeito da Sé (2005 a 2007), secretário municipal de Serviços (2005 a 2006) e secretário de Coordenação das Subprefeituras (2007 a 2009).

Depois da reeleição de Kassab, que venceu o tucano Geraldo Alckmin em 2008, deixou a prefeitura no ano seguinte e foi secretário de Cultura de São Paulo entre 2010 e 2012, quando deixou o cargo para disputar uma vaga como vereador. Foi o segundo mais votado do Brasil naquele ano, com 117,6 mil votos.

Em toda essa trajetória, nunca escondeu que seu objetivo político era ser prefeito da cidade de São Paulo, com a qual sua família tem uma ligação histórica. Neste ano conseguiu a legenda do PSD para o voo próprio. Numa eleição com grande pulverização de candidatos e marcada pela pandemia, teve 82.743 votos, 1,55% dos válidos. O PSD elegeu 3 vereadores para a Câmara Municipal.