Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

MDB pode ter candidatura antibolsonarista também no Senado

Marcelo de Moraes

Exclusivo para assinantes

Cardeais do MDB avaliam que o partido custou a se mover no jogo pela disputa do comando do Senado. E acham que isso pode custar a derrota para o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Para reverter esse quadro, figuras importantes do partido defendem que o candidato escolhido tenha um perfil antibolsonarista. Ou seja, que esteja disposto a abrir a caixa de ferramentas contra o governo. Com isso, se fortalecem as opções por Eduardo Braga (AM) e Simone Tebet (MS).

Se isso acontecer, o Senado repetirá o que o MDB já está fazendo na Câmara com Baleia Rossi, que representa a oposição a Bolsonaro na disputa.

Antes disso, porém, o MDB terá de lamber suas próprias feridas. Existe a percepção no partido que a candidatura de Pacheco foi subestimada e que se confiou demais que Jair Bolsonaro apoiaria um dos dois líderes de seu governo: Fernando Bezerra (MDB-PE) e Eduardo Gomes (MDB-TO). Mas numa articulação organizada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Bolsonaro ignorou as candidaturas dos líderes do MDB e abraçou a de Pacheco.

Essa posição de Bolsonaro é vista com estranheza dentro do MDB. Se ficasse neutro, a eleição caminharia para uma disputa tranquila, na qual o candidato derrotado ainda poderia apoiar o governo. Agora, ao escolher um dos lados, o presidente saíra enfraquecido de qualquer jeito. Se o seu escolhido perder, demonstrará fragilidade. Se ganhar, terá do outro lado políticos irritados com a interferência do governo nessa eleição.

Tudo o que sabemos sobre:

MDB