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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MEC: ‘A gente quer criar Vales do Silício tropicais’

Equipe BR Político

O secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Lima, afirmou que o projeto Future-se não ameaçará a autonomia universitária e também não prejudicará a área das ciências humanas. Lançado pelo governo última semana, o programa prevê captação de recursos privados por universidades públicas junto a empresas e a criação de um fundo de rendimento multimercado para gerar renda às instituições de ensino superior. Em entrevista ao Valor, Lima também negou que o MEC tentará pressionar as federais a aderirem ao programa por meio de medidas como novos contingenciamentos e cortes orçamentários — ainda que, nesse ponto, o secretário tenha se esquivado de utilizar o termo “garantir”. Lima também afirmou que qualquer um poderá investir no fundo multimercado, e comparou a iniciativa com o que ocorre no Vale do Silício: “Você poderia ser acionista do nascedouro do Airbnb, da Uber, antes de virar uma grande potência. O que a gente quer criar são Vales do Silício tropicais”.

Sobre a questão do investimento público nas ciências humanas, o secretário disse não acreditar que essa área de ensino será prejudicada pelo Future-se, que tem como foco áreas de inovação e empreendedorismo. O secretário também frisou que a adesão ao programa será feita por meio de um termo comum a todas as universidades, e que não será possível aderir parcialmente ao projeto. Esse ponto é criticado pela Associação de Reitores das Universidades Federais (Andifes), que considera as federais diferentes entre si e defende que cada universidade adote os aspectos do Future-se que julgar mais pertinentes à sua realidade.

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