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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MEC não pode ter agenda de ‘confronto’

Equipe BR Político

O educador Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, foi chamado a Brasília pelo novo ministro Abraham Weintrub há uma semana e será consultor técnico do MEC. “Passei os últimos anos colaborando com 12 ministros, desde Murilo Hingel no governo Itamar, independentemente de partidos e governos”, afirma. Ele recusa a classificação de “consultor político”, deixando claras suas diferenças. Uma delas é o alerta para que o MEC não tenha, como carro-chefe, a agenda ideológica.

“Não pode ser essa a agenda da educação, essa agenda do confronto. Tem que ser uma agenda do diálogo, em que se estabeleça recursos e responsabilização por resultados, e uma mudança principalmente na valorização do professor. O MEC tem um cenário de colocar crenças próprias e pessoas quando na verdade a gente deveria estar mais preocupado em buscar uma agenda positiva e resolver os problemas reais da educação”, afirma. Apesar de Weintrub não ter expertise na área de educação, Mozart vê como positivos os movimentos do ministro em convidar especialistas e vários setores para o diálogo, disse ao Valor.