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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

MEC vai cortar verba da Capes pela metade

Equipe BR Político

Fica cada vez mais difícil de acreditar do discurso do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de que as atividades acadêmicas não serão prejudicadas pelos cortes na pasta. Dentro do MEC, a Capes, financiadora da maior parte das bolsas de mestrado e doutorado no País, será quem mais vai sofrer na pele os cortes no Orçamento de 2020. Isso porque, no ano que vem, a fundação vai receber somente R$ 2,2 bilhões. O valor corresponde a menos da metade do Orçamento desde ano, que foi de R$ 4,3 bilhões.

MEC vai cortar recursos da Capes

Foto: Dida Sampaio/Estadão

O ministro da Educação diz que a medida foi necessária para garantir que as universidades federais tenham, no ano que vem, quase o mesmo montante de recursos destinados em 2019 para custear suas atividades. “Quase tudo vai ficar igual ou melhor. O único lugar que teremos de apertar e vai aparecer número ruim será na Capes. Vai sair o número, o pessoal vai gritar, mas será resolvido”, disse o ministro ao Estado.

O projeto de lei orçamentária enviado ao Congresso pela equipe econômica destina R$ 101,2 bilhões para o Ministério da Educação arcar em 2020 com todas as suas despesas obrigatórias. Trata-se de uma queda significativa ante os R$ 123 bilhões aprovados para 2019.

Sabendo que há grandes chances de boa parte da pesquisa brasileira ser paralisada pela falta de pagamento das bolsas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer direcionar parte dos recursos do fundo da Lava Jato para o CNPq, agência de fomento ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Um pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que reserve R$ 250 milhões de um fundo da Petrobrás para destinar aos pesquisadores.