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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mello: dúvida sobre a ‘equidistância da Justiça’

Vera Magalhães

O ministro Marco Aurélio Mello foi o primeiro integrante do STF a comentar o vazamento de supostas conversas entre integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, como o procurador Deltan Dallagnol, e o então juiz coordenador da operação, Sérgio Moro, pelo site The Intercept Brasil. Ele disse que é necessário “aguardar” maiores informações antes de se ter um diagnóstico a respeito do episódio. “Apenas coloca em dúvida, principalmente ao olhar do leigo, a equidistância do órgão julgador, que tem ser absoluta. Agora, as consequências, eu não sei. Temos que aguardar”, afirmou o magistrado à Folha.

Para ele, a relação entre juiz e procurador deve se dar no processo, com ampla transparência. Ainda assim, reafirmou que não é possível tecer mais considerações a respeito do assunto sem que se conheça a fundo as circunstâncias das conversas.