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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Mesmo após manobra de tucanos, CPI da Furp ouvirá testemunha-chave

Equipe BR Político

Aos trancos e barrancos, a CPI na Alesp que investiga supostos recebimentos de propina na estatal paulista Fundação para o Remédio Popular (Furp), durante a gestão do PSDB, conseguiu aprovar a convocação de uma testemunha-chave no caso. O engenheiro Luiz Roberto Beber, ex-funcionário da Furp, deve ser ouvido na Comissão na próxima terça-feira, 22. A suspeita é a de que houve pagamento de propina ao sucessor de Beber, Ricardo Mahfuz, em uma obra realizada na unidade da Furp em Américo Brasiliense (SP).

A convocação do engenheiro quase não sai: após um pedido de vista da deputada Carla Morando (PSDB), o prazo regimental da CPI ficou apertado. De acordo com o calendário, o relatório sobre o caso precisa ser votado até o dia 9 de novembro.  Por isso, caso a convocação não fosse aprovada nesta terça-feira, a CPI seria concluída sem ouvir o engenheiro.

Beber trabalhou na estatal entre os anos de 2003 e 2007. Segundo informações da Folha, ele foi exonerado após conflitos com o consórcio responsável pela obra na fábrica de Américo Brasiliense. O consórcio era liderado pelo grupo Camargo Corrêa, cujos executivos firmaram acordo de delação premiada com o MP de São Paulo. Os supostos episódios de corrupção, relatados pelos executivos, teriam começado após a saída de Beber.

 

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